O TCE é uma das causas mais frequentes de morbidade e mortalidade em todo o mundo, com impacto importante na qualidade de vida. Embora ocorra em questão de segundos, seus efeitos perduram por longos períodos sobre a pessoa, seus familiares e a sociedade. Poucos eventos na vida de um indivíduo podem precipitar mudanças tão acentuadas em papéis,...
Supinação
Supinação
A supinação é um movimento rotacional que ocorre em duas regiões principais do corpo, sendo o oposto direto da pronação: o antebraço e o pé.
1. Supinação do Antebraço
A supinação do antebraço é o movimento que faz com que a palma da mão se volte para cima ou para frente. Partindo da posição anatômica (onde as palmas já estão para frente), seria uma rotação adicional para fora.
- Como ocorre: Este movimento envolve a rotação do osso rádio sobre a ulna (o rádio se move lateralmente e paralela à ulna, sem cruzá-la como na pronação).
- Movimento oposto: O movimento oposto à supinação é a pronação, onde a palma da mão se volta para baixo ou para trás.
- Músculos principais envolvidos: Os principais músculos responsáveis pela supinação do antebraço são o supinador e o bíceps braquial.
- Exemplos de atividades: Virar uma chave no sentido horário, pedir esmola (palma para cima), segurar uma tigela de sopa, apertar um parafuso com uma chave de fenda (sentido horário).
2. Supinação do Pé
No pé, a supinação é um movimento complexo que envolve a combinação de três ações:
- Inversão: O movimento da sola do pé para dentro (medialmente).
- Adução: O movimento do pé em direção à linha média do corpo.
- Flexão Plantar: O movimento de apontar a parte superior do pé para baixo, como se estivesse na ponta dos pés.
A supinação do pé é uma parte natural e essencial do ciclo da marcha (caminhada e corrida). Após a fase de pronação (absorção do impacto), o pé supina para se tornar uma estrutura mais rígida e estável, o que é crucial para impulsionar o corpo para frente durante a fase de impulsão (quando o pé sai do chão).
- Movimento oposto: O movimento oposto à supinação do pé é a pronação, onde o pé se move para fora, com o arco baixando e se tornando mais flexível para absorver o impacto.
- Tipos de supinação do pé (ou padrões de pisada):
- Supinação Neutra/Normal: O pé supina e prona na medida certa, mantendo um equilíbrio funcional. O desgaste do calçado é uniforme.
- Subpronação (ou Supinação Excessiva): O pé permanece em supinação por muito tempo ou prona muito pouco. Isso significa que o pé tem dificuldade em absorver o choque e a força do impacto é transferida para a parte externa do pé. Pessoas com arco do pé muito alto (pé cavo) frequentemente apresentam subpronação.
- Sintomas comuns da subpronação:
- Dor na parte externa do pé, tornozelo e/ou joelho.
- Fascite plantar (dor no calcanhar) devido à falta de absorção de choque.
- Canelite (dor na canela).
- Fraturas por estresse (devido ao estresse repetitivo no osso).
- Entorses de tornozelo recorrentes (devido à instabilidade lateral).
- O desgaste do calçado é mais acentuado na parte externa do calcanhar e da ponta do pé.
- Sintomas comuns da subpronação:
- Hiperpronação (ou Pronação Excessiva): Embora não seja uma "supinação excessiva", é importante mencionar por contraste. Nesses casos, o pé prona demais e não supina adequadamente para se tornar rígido para a impulsão. Está associada ao pé chato (plano).
Importância da Supinação (e seus desvios)
Entender a supinação é crucial para:
- Profissionais de Saúde: Fisioterapeutas, ortopedistas e podólogos em Salvador avaliam a supinação do pé para diagnosticar e tratar problemas musculoesqueléticos relacionados à pisada, como dores nos pés, tornozelos, joelhos, quadris e coluna. O tratamento para subpronação pode envolver palmilhas ortopédicas específicas para absorção de choque, exercícios para fortalecer os músculos intrínsecos do pé e alongamentos para melhorar a flexibilidade da panturrilha.
- Atletas e Educadores Físicos: É fundamental para a escolha adequada de calçados esportivos, especialmente para corredores, pois o tipo de pisada (supinada, pronada ou neutra) influencia a biomecânica e o risco de lesões.
- Reabilitação: Em casos de lesões nervosas ou musculares que afetam o antebraço ou o pé, a terapia pode focar em restaurar a capacidade de supinação para melhorar a função diária e a marcha.
Qualquer alteração na capacidade de supinação ou um padrão de supinação excessiva no pé pode levar a desequilíbrios e dores, tornando a avaliação por um profissional de saúde essencial para um tratamento eficaz.
Leitura
Latest posts in our blog
Be the first to read what's new!
Principais sequelas do TCE
As incapacidades resultantes do TCE podem ser divididas em três categorias: físicas, cognitivas e emocionais/comportamentais. As físicas são diversificadas, podendo ser motoras, visuais, táteis, entre outras. As cognitivas frequentemente incluem principalmente problemas de atenção, memória, e funções executivas. As incapacidades...
Classificação do TCE
Para a classificação de gravidade do TCE utiliza-se a Escala de Coma de Glasgow – ECG (TEASDALE; JENNETT, 1974). Esta é uma escala mundialmente aceita, já que constitui um método fácil para avaliar não só a gravidade do TCE, mas também da deterioração do quadro neurológico à medida que se deve repetir a aplicação da escala ao longo...
